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Sabias que mais de 1 bilhão de pessoas no mundo vivem hoje com algum transtorno mental? E que os jovens são o grupo onde esse número mais cresce? Um estudo global de grande escala, o Global Burden of Disease Study 2021 (publicado em 2025), trouxe um alerta importante: entre pessoas com menos de 24 anos, o fardo dos transtornos mentais aumentou de forma consistente desde 1990, e deve continuar subindo até 2050.
- Ansiedade e depressão continuam no topo da lista.
- O impacto é ainda maior em países de baixa e média renda, onde o acesso a cuidados de saúde mental é limitado.
O estudo reforça algo que especialistas vêm repetindo: prevenção precoce é essencial. Quanto mais cedo se investe em apoio emocional, educação socioemocional e acesso a cuidados, menores são os impactos na vida adulta.
Em Cabo Verde, com uma população jovem e desafios socioeconómicos próprios, o tema é especialmente relevante. Falar sobre isso agora ajuda a criar consciência e preparar políticas públicas mais eficazes.
Referência: Frontiers in Public Health (2025) – DOI: 10.3389/fpubh.2025.1635801
Sabias que alguns estudos estão a observar um efeito “num só sentido” entre as redes sociais e humor? Uma pesquisa longitudinal (publicada em 2025) sugere que passar mais tempo nas redes sociais pode prever uma piora do humor mais tarde. Ou seja: não é tanto “estar deprimido leva a usar mais as redes sociais”, mas sim o contrário, com o uso mais intenso a anteceder o aumento de sintomas.
- Nos adolescentes, passar mais tempo online num determinado período pode antecipar uma piora do humor no período seguinte.
- A relação observada foi descrita como sobretudo unidirecional (uso → humor), e não o inverso.
- Mesmo quando alguns indicadores melhoram, a solidão pode permanecer elevada, o que torna o tema ainda mais relevante.
- O principal não é “proibir”, mas sim compreender dosagem, a rotina, o sono e os sinais de alerta.
Referência: AJMC (2025) + Healthy Minds Study (2025).
Sabias que passar algum tempo em contacto com a natureza pode trazer benefícios rápidos para a saúde mental? Uma meta-análise publicada na Ecopsychology analisou décadas de estudos sobre "exposição à natureza" e concluiu que períodos curtos de contacto com a natureza (a partir de 10 minutos) estão associados a melhorias a curto prazo em vários indicadores psicológicos em adultos com doença mental.
O estudo destaca o seguinte:
- "Exposição" foi definida como estar num ambiente natural real por pelo menos 10 minutos. (Liebert Publishing)
- Os efeitos observados foram sobretudo de curto prazo, com impacto em dimensões como o humor, os afetos, a ansiedade, a depressão e a qualidade de vida.
- A mensagem principal é que a natureza pode funcionar como um apoio simples e complementar, especialmente quando é acessível e regular.
Referência: Bettmann, J. E. et al. (2024). Ecopsychology. DOI: 10.1089/eco.2023.0063. (Liebert Publishing)
